Friday, April 17, 2009

|| Falas da Alma... ||


"...do lado de dentro..."

No lado de dentro vejo como És.
E frente-a-frente me És como um espelho...
Nesse espelho vejo o Eu que me torno,
O Eu que Sou,
Agora e ontem,
E o Eu que Tu me consegues fazer ser...
Ser, não como outros Seres,
Mas um Ser, sendo!
E sendo este Ser que vejo no espelho,
Reflexo do Eu que Tu me mostras,
Sou, sendo,
Juntando àquilo que Tu me deixas ir vendo...

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-†-
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∴ √αmρψπ ∂παγμλιαη ∴

Wednesday, October 22, 2008

|| Sentença de Vida ||



Segredei um lamento...
Levado pelo fado rabugento.
Na angústia em que o afugento,
Lasco o alvo e deixo-o sangrento.
Inóspito decurso ao relento...

Sujo o âmago de sentimento...
Negrume este que acalento.
A solidão in vitro enfrento,
E o tormento acorrento.
Soterrado fervor e alento...

Rumo ao firmamento...
Nublado e coxo por sofrimento.
Precioso será sempre o ferimento,
Que acarreto no julgamento.
Pesar funesto e odiento...

Clamo um sufocamento...
No infortúnio de um momento.
Apelo chorando ao vento,
Que me abandona ciumento.
Sobeja o enforcamento...

Anseio por um contento...
Genuíno e sem fingimento.
Agonio em mim o rebento,
Do Homem que represento.
É este o meu testamento...

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-T-
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Thursday, September 25, 2008

|| Sou e Existo! ||



Inebriado...
de memórias ocas e sibilantes.
Sóbrio...
de chagas vãs e lacerantes.
Levianas demências de um poeta vadio...

Resistente...
de objecções invejosas e destemidas.
Susceptível...
de cóleras rubras e escurecidas.
Draconianas sentenças de um homem frio...

Sequioso...
de momentos concisos e eternos.
Abnegado...
de alentos cegos e subalternos.
Freudianas crenças de um indivíduo sadio...

Prisioneiro...
de desejos altivos e demónicos.
Isento...
de laços destrutivos e platónicos.
Arianas doutrinas do ente que irradio!

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-T-
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Saturday, September 06, 2008

|| Raven’s Blood ||



...Fetched by carcass swaggered wings,
The bequeath of a soreness grief for things
Was raged in a silent stillness hate for beings
Whose sole utter hope is to dwell as Vikings...
Legends and tales of antediluvian aeons,
Where warriors skirmished against god-pythons
Are commonly mocked by benign obtuse morons
Who dreadfully strive between dusts and dawns!

Vestiges of noble eminence remain and subsist
In few epitome drops of bitter warm tears...
And Immortality compels my quintessence to exist
To slay the decrepit acrid denial of your fears!
Beseech and plead for a merciful carnage
Or restrain thyself from putrid trendy gossips.
Attain the verity of your decaying prejudge
For I will kill, crypt and tomb you with tulips

And with Raven’s Blood I write my poetry,
Salvaging those who depart this life blindly!

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-T-
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Thursday, August 14, 2008

|| Flagelo Sinuoso... ||


"...sem alma..."


Martírio irreflectido do alento
Tortura odorífica do momento

Negrume contrastante de seiva secular
Carmesim sangrento que perdura em pingar
Estridente silêncio de dissonância finita
Pardacenta prisão insaciável e maldita
Rarefeita incoerência comovente
Justificante premência sobrevivente
Titubeante e taciturno sortilégio
Pecaminoso mendigo egrégio

Timbre rouco que flama o suicídio
Desespero aflitivo num mudo presídio

Incisivo pungimento da sorte
Aneliforme sede de morte
Redargante trecho para o abismo
Sedutor e agoniante masoquismo
Augúrio prenúncio dubitativo
De quem sente e é vingativo
Perpetuante existência obsoleta
Corrompida vida numa roleta

Ardilosa epiderme dissimulante
Nebulosa escarpa dominante!

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-T-
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